Cibercultura é a manifestação de um novo universo distinto do que existia anteriormente, sendo que esse universo se ergue a partir da indeterminação de um sentido global qualquer. Também pode ser entendida como a união de técnicas, práticas, atitudes, valores e de formas de pensamento num ciberespaço (LÉVY, 1999, p. 15-17) e representa as influências socioculturais da micro-informática.
A emergência da micro-informática por volta de 1970 estabelece novos perfis de relações sociais e culturais, fazendo surgir um momento histórico no qual é possível criar, organizar, armazenar e compartilhar informação em grande escala. Novas maneiras de comunicação aparecem através das redes digitais influenciando a ordem sociocultural, fomentadas pelos recursos de comunicação e informação, fazendo surgir novos vínculos de negócios, lazer, entretenimento, produção cultural e de saberes.
O desenvolvimento tecnológico atribui novas condutas de comportamento para com os aparelhos técnicos e também a vida social, portanto preocupações de ordem social, econômica e cultural são questões existentes na cibercultura. Este desenvolvimento possibilitou o surgimento de técnicas automatizadas de criação, tratamento e reprodução de imagens através da informática, favorecendo a difusão em grande escala.
Além disso, a capacidade de manusear e digitalizar as imagens permitiu novas maneiras de criações estéticas e a intervenção do espectador na obra, assim a cibercultura permite que o espectador participe como co-autor de uma obra no espaço virtual. “A atual dimensão técnico-social com suas interfaces gráficas interativas proporciona novas sensações individuais e coletivas, denotando novas sociabilidades e imaginário” (SARTORI e ROESLER, 2004).
Nenhum comentário:
Postar um comentário