Podemos chamar de Arquitetura Virtual algo que exista apenas enquanto realidade virtual, em um programa computacional. Ele existe, mas não existe!
Como se dá isso?
Voltando ao início da Arquitetura, os projetos eram sempre físicos e manuais, desde os primeiros escopos, maquetes, plantas e croquis. A realidade 3D existe há pouco tempo e há menos tempo ainda que ela é utilizada para ajudar na realização profissional de Arquitetos e demais profissionais da construção.
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| Exemplo de simulador 3D criado na década de 70 e representa uma realidade virtual inspirada numa realidade real. |
A interação da realidade virtual com Arquitetura foi fácil de ser assimilada, pois Arquitetura além de ser objeto construtivo, é também interativa. Interage com o meio, o vivencia e sente seu entorno.
No entanto, por mais que um projeto esteja plenamente executado dentro de um ambiente 2D, como usualmente acontece no CAD, muitas vezes o cliente não entende o que querem dizer todos aqueles números, hachuras, cotas, cortes, etc. E, se entende, é muito comum que ele tenha dificuldade em transportar o projeto do ambiente em duas dimensões para a terceira, de enxerga-lo como ele ficaria pronto com suas proporções, esquadrias, janelas, móveis, acabamento, etc.
Foi pensando nessa dificuldade que o 3D começou a fazer parte da nossa realidade. Foi com ela que finalmente Arquitetos e demais profissionais da área construtiva puderam começar a mostrar um projeto “pronto” ao cliente, sem que isso gerasse tanto ônus ou levasse tanto tempo como uma grande maquete física. Profissionais e clientes puderam começar a falar a mesma língua e enxergar os modelos computacionais de forma mais “simples”, com um entendimento singular, sem gerar mal entendidos.
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| Imagem 02 - Projeto renderizado do programa Sketchup. Imagem retirada do site 3DM - Acesso 21/04/2015 - 15:14 |
Na imagem inferior, temos uma casa que possui dois pisos,telhado de várias águas, entrada coberta, dentre outras especificações.Para melhor entendimento do cliente, na imagem superior foram ainda adicionados outros elementos, como vegetação, sombra,mais realidade nos materiais construtivos, pessoas nas proximidades para se ter uma melhor noção de tamanho e volume, dentre outros.
As realidades virtuais são infinitas, porém é necessário ter domínio sobre a técnica utilizada, do contrário, o cliente poderá continuar sem o entendimento pleno do projeto e das ideias que o Arquiteto quer transmitir.
É preciso lembrar também que o ambiente virtual apesar de contribuir muito para a execução de um projeto, não substitui o processo criativo dos profissionais. A melhor e mais atualizada realidade virtual não é capaz de enxergar o meio como algo vivo e humano nem de trazer soluções rapidamente para problemas que eventualmente podem surgir.
É necessário também que as empresas considerem os ambientes computacionais não apenas como “enfeites” de um projeto, como uma forma de deixa-lo mais bonito e/ou apresentável, mas sim como um acompanhamento essencial, tanto para os clientes como para profissionais que serão contratados para sua execução. Levar isso a sério também requer que as empresas invistam em maquinário adequado, como computadores, hardwares e softwares de última geração e principalmente investimento em treinamentos aos profissionais, pois de nada adianta um excelente programa, que é capaz de alcançar resultados espantosos se a pessoa que irá executa-lo não souber usar suas ferramentas adequadamente.
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| Imagem 02 - Projeto renderizado do programa Sketchup. Imagem retirada do site 3DM - Acesso 21/04/2015 - 15:14 |
Nessa imagem percebemos que mais elementos foram adicionados para que o cliente possa ter uma melhor noção ainda de como o projeto ficaria finalizado.




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