quinta-feira, 30 de abril de 2015

É VIRTUAL, E NÃO DIGITAL!

  




Em nosso blog lidaremos com o VIRTUAL. É muito comum, em nosso dia a dia confundir aquilo que é digital do virtual. Mas afinal, qual a diferença?

O digital é um sistema que reúne um conjunto de dispositivos de transmissão, processamento ou armazenamento de sinais que usam valores descontínuos, ou seja, utiliza de um código (geralmente o binário), que é transmitido do emissor para um decodificador, que converte o código em músicas, fotos, dados e informações em geral. A palavra digital tem origem do latim (digitus) que significa dedo, já que os dedos eram utilizado para uma contagem discreta. Sua aplicação mais comum é na computação e eletrônica, onde a informação real é convertida em números binários, sons e fotografias digitais. Está diretamente ligado à tecnologia.

Entretanto, o virtual não depende da tecnologia para acontecer, mas pode utilizar dela. O virtual trata-se de um conceito que define tudo aquilo que não existe como realidade, mas sim como potência, ou melhor, o que está predestinado e contem plenas condições para ser realizado, como possibilidade viável, mas ainda não existe. Por exemplo: Uma ideia é o virtual de uma ação, ela possui potência de se fazer ação mas ainda não se fez.

Por uma adaptação de sua filosofia conceitual, o virtual torna-se na computação uma modelagem auxiliada pelo computador, onde aquilo que fisicamente não existe é simulado por um software.

Mas, onde se aplica o virtual na arquitetura?
Um exemplo, são os projetos arquitetônicos. Os projetos nos permitem trabalhar com ambientes, potencializando e realizando espaços que ainda não existem fisicamente, assim, podemos projetar espaços virtuais, que não sejam preestabelecidos mantendo a continuidade entre projeto e uso, pensados como processos abertos, para assim se manter virtual.

Discutiremos mais no decorrer do blog aplicações do virtual à arquitetura.



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