Em nosso blog
lidaremos com o VIRTUAL. É muito comum, em nosso dia a dia confundir aquilo que
é digital do virtual. Mas afinal, qual a diferença?
O digital é
um sistema que reúne um conjunto de dispositivos de transmissão, processamento ou
armazenamento de sinais que usam valores descontínuos, ou seja, utiliza de um
código (geralmente o binário), que é transmitido do emissor para um
decodificador, que converte o código em músicas, fotos, dados e informações em
geral. A palavra digital tem origem do latim (digitus) que
significa dedo, já que os dedos eram utilizado para uma contagem discreta. Sua
aplicação mais comum é na computação e eletrônica, onde a informação real é
convertida em números binários, sons e fotografias digitais. Está diretamente
ligado à tecnologia.
Entretanto, o
virtual não depende da tecnologia para acontecer, mas pode utilizar dela. O virtual
trata-se de um conceito que define tudo aquilo que não existe como realidade,
mas sim como potência, ou melhor, o que está predestinado e contem plenas condições
para ser realizado, como possibilidade viável, mas ainda não existe. Por
exemplo: Uma ideia é o virtual de uma ação, ela possui potência de se fazer
ação mas ainda não se fez.
Por uma adaptação de sua filosofia conceitual, o virtual torna-se na computação uma modelagem auxiliada pelo computador, onde aquilo que fisicamente não existe é simulado por um software.
Mas, onde se
aplica o virtual na arquitetura?
Um exemplo,
são os projetos arquitetônicos. Os projetos nos permitem trabalhar com
ambientes, potencializando e realizando espaços que ainda não existem fisicamente, assim, podemos projetar espaços virtuais,
que não sejam preestabelecidos mantendo a continuidade entre projeto e uso,
pensados como processos abertos, para assim se manter virtual.
Discutiremos mais no decorrer do blog aplicações do virtual à arquitetura.
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